O Impacto do Pedágio no Turismo e Desenvolvimento de Guapimirim

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O Impacto do Pedágio no Turismo e Desenvolvimento de Guapimirim


Apesar dos esforços da prefeitura em promover eventos e divulgar o município para atrair turistas, a presença de pedágios tem dificultado a visitação à cidade. O pedágio instalado no bairro Citrolândia e outro próximo ao Vale das Pedrinhas representam um obstáculo para o fluxo de visitantes. A taxa cobrada, que chega a quase R$ 20,00 por trecho (ida e volta), torna a viagem onerosa. Diferente da Ponte Rio-Niterói, onde o pedágio é cobrado apenas na ida, em Guapimirim a tarifa é aplicada nas duas direções, o que agrava ainda mais a situação.

O impacto financeiro é evidente: um morador de Magé que deseja visitar Guapimirim precisa desembolsar R$ 40,00 em pedágio, um valor que, muitas vezes, supera o custo do combustível. Essa realidade tem afastado turistas e desestimulado o crescimento econômico da cidade.

Falta de Mobilização e Consequências para Guapimirim

Desde a inauguração do pedágio há cerca de dois anos, não houve nenhuma manifestação significativa, seja popular ou política, contra sua instalação. Além disso, há um agravante: o pedágio na divisa entre Magé e Guapimirim (Citrolândia) está localizado no território de Magé. Isso significa que os impostos arrecadados vão para Magé, enquanto o prejuízo recai sobre Guapimirim e Teresópolis.

Essa situação deveria ser corrigida. A prefeitura, junto aos Vereadores, precisa intervir e exigir da concessionária uma isenção de pelo menos 50% para os moradores da região. Esse benefício já foi concedido anteriormente, quando a praça de pedágio estava localizada em Bongaba, onde os moradores tinham descontos. Essa medida deveria ser retomada.

Outro problema grave é a falta de alternativas para evitar o pedágio. Em Magé, havia uma área de escape, mas em Guapimirim, a única opção seria “fugir de helicóptero”. A obrigatoriedade da passagem sem vias alternativas reforça a necessidade de intervenção política.

A Necessidade de Mobilização Política

Diante dessa realidade, espera-se que a prefeita Marina, os deputados estaduais e federais que apoiam o governo e fazem parte da administração municipal se unam em um movimento para garantir, no mínimo, um desconto significativo no pedágio para os moradores de Guapimirim e Magé.

O alto custo da tarifa do pedágio impacta diretamente o turismo e a economia local. Muitos visitantes preferem ir a Teresópolis, onde há uma estrutura gastronômica mais desenvolvida, enquanto Guapimirim ainda carece de um centro gastronômico consolidado. Além disso, a estrada já existia antes da instalação do pedágio, ou seja, não houve grandes investimentos na via que justifique a cobrança de uma tarifa tão alta, uma das maiores do Brasil.

Danos à Mobilidade e à Segurança

Além das questões econômicas, há também problemas de mobilidade e segurança. Enquanto a classe política de Guapimirim se cala , em Magé o vereador João Vitor Família denunciou que as antigas estruturas do pedágio continuam na pista, forçando os motoristas a reduzirem a velocidade e os expondo ao risco de assaltos em uma área mal iluminada. A concessionária EcoRioMinas, responsável pelo pedágio, até o momento apenas arrecada, sem oferecer melhorias na infraestrutura viária.

Diante disso, o vereador propôs a formação de uma comissão para convocar os diretores da empresa e cobrar explicações sobre quando as pistas serão desobstruídas. O descaso com Guapimirim, além do aumento abusivo do pedágio, demonstra a urgência de medidas para reverter esse cenário.

É fundamental que a população e os representantes políticos se unam para exigir mudanças, garantindo que Guapimirim possa crescer economicamente e fortalecer seu potencial turístico sem ser prejudicada por pedágios abusivos. Até quando iremos ficar reféns desses Pedágios caríssimos ???



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