Escolas de Samba do Rio Contestam Penalidades na Apuração

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Agremiações questionam notas e pedem revisão de critérios de julgamento

Três escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro recorreram à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para contestar penalidades recebidas na apuração dos desfiles. Acadêmicos do Grande Rio, Unidos de Padre Miguel e Unidos da Tijuca alegam inconsistências nas justificativas dos jurados e pedem revisão das decisões que impactaram suas classificações.

A Grande Rio, que ficou a um décimo do título, contesta a pontuação no quesito Bateria e pleiteia o reconhecimento do campeonato em conjunto com a Beija-Flor. A Unidos da Tijuca, nona colocada, busca anular uma multa de R$ 80 mil por suposto atraso na retirada de alegorias. Já a Unidos de Padre Miguel, rebaixada para a Série Ouro, questiona penalizações que teriam sido aplicadas devido a falhas técnicas fora de seu controle.

Uma das principais polêmicas envolve a nota da Unidos de Padre Miguel no quesito samba-enredo. A jurada Ana Paula Fernandes retirou um décimo da escola por considerar que a letra tinha “trechos de difícil entendimento devido ao excesso de termos em iorubá”. A decisão gerou indignação, levando especialistas a defenderem a presença da língua africana no carnaval, ressaltando sua relevância cultural e histórica.

A Liesa informou que seu departamento jurídico já está analisando os recursos, mas não divulgou prazos para a decisão.


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