O volume de chuva superou em poucas horas a média esperada para todo o mês de abril
O estado do Rio de Janeiro enfrentou, no último final de semana, uma das mais severas crises climáticas dos últimos anos. Fortes chuvas atingiram com violência a Região Metropolitana, a Baixada Fluminense, o Leste Fluminense e a Região Serrana, provocando alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de árvores, danos à infraestrutura e, infelizmente, perdas humanas. Em diversas cidades, o volume de chuva superou em poucas horas a média esperada para todo o mês de abril.
Abaixo, um panorama detalhado da situação por município:
Região Metropolitana
Rio de Janeiro (Capital)
A cidade do Rio registrou intensas pancadas de chuva, com alagamentos em pontos já conhecidos como a Avenida Brasil, especialmente na altura de Irajá, Zona Norte. Houve deslizamentos em bairros como a Tijuca e quedas de árvores em Laranjeiras, Cidade Nova e Vila Valqueire. A Defesa Civil acionou 57 sirenes em 33 comunidades em áreas de risco, mantendo a cidade em estágio de alerta.
Baixada Fluminense
Nova Iguaçu
Foi uma das cidades mais atingidas: em apenas quatro horas, choveu 166 mm — 175% da média de abril. Alagamentos atingiram diversos bairros, e ventos de até 70 km/h causaram quedas de árvores e postes. Quatro famílias ficaram desalojadas, mas não houve vítimas fatais.
Belford Roxo
Sofreu com alagamentos rápidos e intensos, que atingiram regiões anteriormente pouco afetadas por enchentes. Moradores relataram perdas de móveis e danos estruturais em casas. O poder público atuou para desobstruir ruas e prestar assistência emergencial.
São João de Meriti
Diversos pontos da cidade ficaram submersos, e a Defesa Civil emitiu alertas para riscos de deslizamentos. Algumas famílias precisaram deixar suas casas temporariamente.
Duque de Caxias
Enfrentou alagamentos em bairros como São Bento e a comunidade do Guedes, com registros de moradores ilhados e perdas materiais. Equipes municipais trabalharam na limpeza de bueiros e remoção de detritos.
Mesquita
Registrou uma tragédia: um homem de aproximadamente 35 anos foi encontrado morto, possivelmente vítima das consequências das chuvas. A perícia investiga as circunstâncias da morte. As áreas centrais da cidade foram as mais atingidas.
Magé
Também esteve em estado de atenção. Diversos bairros registraram alagamentos, e a prefeitura montou pontos de apoio para acolher famílias desalojadas.
Guapimirim
Também foi fortemente afetada. A cidade registrou mais de 100 mm de chuva em 24 horas, com transbordamento de rios e deslizamentos em áreas de serra. A Defesa Civil fez vistorias em dezenas de residências.
Região Serrana
Petrópolis
A cidade viveu um novo drama: o volume de chuva superou os 300 mm em apenas 24 horas. Quatro pessoas morreram, e mais de 500 ficaram desalojadas. A Defesa Civil acionou sirenes e evacuou bairros inteiros devido ao risco de deslizamentos. O município declarou situação de emergência.
Teresópolis
As chuvas ultrapassaram 200 mm em algumas áreas. A cidade foi duramente atingida, com escorregamentos de encostas e bloqueios em vias importantes. A prefeitura pediu apoio estadual para lidar com os estragos.
Leste Fluminense
Niterói
A Defesa Civil de Niterói emitiu alertas para várias regiões, sobretudo comunidades em áreas de encosta. Ruas ficaram alagadas e houve interrupção de energia em alguns bairros.
São Gonçalo
Foi colocada em alerta máximo, com registros de alagamentos em bairros como Neves e Alcântara. Equipes de emergência monitoraram encostas e removeram famílias em situação de risco.
Maricá
A cidade ficou sob alerta de risco hidrológico muito alto. Houve transbordamento de rios e canais, além da interdição de trechos de vias importantes por causa do acúmulo de água.
Tanguá
Sofreu com alagamentos tanto na zona urbana quanto em áreas rurais. A Defesa Civil local atuou na retirada de famílias em risco e no encaminhamento para abrigos emergenciais.
Itaboraí
Embora com menor destaque nos boletins oficiais, o município enfrentou alagamentos e pontos de deslizamento nas áreas periféricas. A população relatou demora na chegada de apoio emergencial.
Mobilização e Alerta
A Defesa Civil do Estado, em conjunto com os municípios, permanece em estado de prontidão. Abrigos foram abertos em diversas cidades para atender as famílias desalojadas. O governador Cláudio Castro informou que equipes do Corpo de Bombeiros e secretarias estaduais estão mobilizadas para o atendimento às vítimas e contenção dos danos.
As autoridades alertam para a possibilidade de novas chuvas nos próximos dias e recomendam que a população evite deslocamentos em áreas de risco, acompanhe os alertas oficiais e não tente atravessar ruas alagadas.
Imagens: Rômulo Barbosa e Reprodução PMDC

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Todo ano a mesma coisa, uma tristeza sem fim
Todo ano a mesma coisa, uma tristeza sem fim.